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Perguntas para se fazer caso esteja endividado - 24/07/2012

 

O presente texto pretende introduzir o leitor ao básico do planejamento cujo objetivo é eliminar dívidas. Nesse sentido são apresentadas perguntas básicas iniciais, que devem ser feitas para começar tal planejamento. É importante lembrar que na prática, essas perguntas se entrelaçam.

Quando uma pessoa, seja ela, física ou jurídica, está devendo, deve fazer alguma perguntas, principalmente quatro:

  • Quanto: É mais comum do que se pode supor, a pessoa pretender sair de uma situação de dívida não controlada, mas sequer tentar saber quanto está devendo. Saber quanto é o valor da dívida, é imprescindível para quem quer eliminar esse “fardo”. Dessa forma, a primeira pergunta a ser feita é: Quanto estou devendo?

  • Como/Onde: A segunda pergunta, na verdade são duas, mas em razão de sua proximidade, de tal maneira que muitas vezes é difícil saber quando a pergunta deve se referir a como e quando deve se referir a onde, foram didaticamente colocadas juntas. Como estou devendo? Qual a qualidade dessas dívidas? Curto, médio ou longo prazo? Quais os juros cobrados em cada uma das dívidas? Onde surgiu a dívida?

  • Para quem: Para quem estou devendo? Parece uma pergunta sem objetivos, mas não é. Estou devendo para bancos, cartão de crédito, financeira? Ou agiota? Ou parente? Ou comerciante? Cada credor, possui interesses diversos, possibilidade de alongamento da dívida (podendo ou não dividir o débito em cinco, dez ou x vezes). Os juros cobrados são diferentes, mas há outros aspectos a serem considerados, dever para parente ou amigo, pode até não pagar juros, mas talvez seja bom inserir entre as prioridades, sob pena de perder o amigo ou ficar com fama ruim na família. São muitos os aspectos que devem ser analisados.

  • Por que: Por que estou devendo? Fiz uma dívida pois era absolutamente necessária? Para comprar comida? Comprar mercadoria para ser vendida? Ou foi uma compra inútil? Por impulso? Se a dívida era necessária, o estudo sobre a dívida deve ser mais detalhado, para permitir identificar a origem de todo os gastos, pois talvez o foco esteja errado (pergunta 2, onde surgiu a dívida?). Não devo deixar de comprar comida/mercadorias para conseguir viver, então tenho que saber onde está verdadeiramente a dívida, antes de responder a pergunta, por que estou devendo? Caso a origem seja algum gasto inútil, uma vez identificado, é uma questão de disciplina, evitar que aconteça a mesma coisa novamente. Mas sem ilusões, é uma disciplina diária, adquirida ao longo da vida, dificilmente uma frase em um texto será capaz de mudar padrões de consumo.

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    As perguntas são apenas o início de um planejamento, que visa eliminar dívidas (primeiro objetivo), economizar (nesse caso trata-se de poupança, colchão de segurança, é o segundo objetivo) e investir (nesse caso pode servir para remunerar o capital, combater efeitos nocivos da inflação, poder realizar sonhos, viagens, aposentar mais cedo, deixar os filhos com uma condição inicial de vida melhor, trata-se do terceiro objetivo).

    Seja usando lápis e papel ou através do word ou outro programa de computador, faça verdadeiramente um balanço de sua vida financeira, de uma lado todos os gastos e de outro os recebimentos. Inclua tudo, mesmo o cafezinho diário ou o troco da padaria dado com balas.

    As perguntas são apenas o básico, para dar uma direção, uma forma de começar, seja qual for seu objetivo. Antes de planejar, é necessário saber sua real situação, para um começo, não precisa de nada além disso, mas nada menos do que isso.

     

    Obrigado pela leitura, qualquer dúvida ou comentário, entre em contato através do formulário contato, presente no site.

    Autor: Ugo Barberi Gnecco
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